"A vida da gente deve ser levada do jeito do rio. Deixar que corra como deve correr. Sem apressar e sem represar."
— Barry Stevens
Nossas necessidades (o que o organismo pede)
As possibilidades do ambiente (o que o mundo oferece)
Nossa história (quem aprendemos a ser)
🌀 Confluência – dificuldade de diferenciar seus desejos dos desejos alheios. "O que você quer é o que eu quero."
📥 Introjeção – engolir regras e crenças sem digerir. "Sempre foi assim, deve ser assim."
🎭 Projeção – atribuir ao outro o que é seu. "Você está com raiva de mim" (quando, na verdade, é você que está).
🔄 Retroflexão – fazer consigo o que gostaria de fazer com o outro. Tensão muscular, autocobrança, sintomas psicossomáticos.
👁️ Egotismo – observar-se de fora, como espectador da própria vida, sem se envolver genuinamente.
Nenhum desses padrões é "errado". Eles se tornam problemáticos quando deixamos de ter escolha – quando a rigidez nos impede de experimentar outras formas de estar no mundo.
Se você se identifica com algumas das situações abaixo, talvez esteja vivendo um ajustamento criativo que já não te serve mais:
No trabalho:
Você centraliza tarefas por medo de delegar e perder o controle
Diz "sim" para demandas extras mesmo quando está esgotado
Acredita que "se eu não fizer, ninguém faz" – e carrega o mundo nas costas
Nos relacionamentos:
Evita conversas difíceis com medo de conflitos
Antecipa as necessidades dos outros e esquece as suas
Tem dificuldade de pedir ajuda ou demonstrar vulnerabilidade
Com você mesmo:
Seu corpo dá sinais (tensão, insônia, dores) que você insiste em ignorar
Você se cobra além da conta e raramente se sente satisfeito
Tem a sensação de estar "no automático", repetindo os mesmos ciclos
Esses padrões não surgiram do nada. Eles foram, em algum momento, soluções criativas para lidar com situações difíceis. Mas o que um dia foi força, hoje pode ser peso.
A boa notícia é que a rigidez pode ser amolecida. A terapia não é sobre "consertar" algo que está quebrado, mas sobre ampliar a awareness – tornar-se mais consciente dos seus padrões e, a partir daí, experimentar novas possibilidades .
Na abordagem gestáltica, não buscamos "derrubar" as resistências do paciente. Pelo contrário, acolhemos o ajustamento conservador como ele é, perguntando: "Como isso te serve hoje?", "Como é que isso te ajuda a sobreviver?", "O que aconteceria se você agisse diferente?" .
O convite não é para abandonar quem você é, mas para se aproximar de si mesmo com mais curiosidade e menos cobrança. É sobre recuperar a flexibilidade de escolher, em cada momento, a resposta mais viva e autêntica – em vez de repetir automaticamente o que um dia aprendeu.
A vida é feita de ajustes. A cada instante, somos chamados a nos adaptar, a criar, a recriar. Mas quando a adaptação vira repetição, a criatividade adoece – e a gente também.
Se você sente que seus padrões têm se repetido mais do que gostaria, se a rigidez tem tomado espaço da leveza, talvez seja hora de olhar para isso com mais cuidado. Não para se criticar, mas para se reconhecer.
Na terapia, construímos juntos um espaço seguro para você experimentar novas formas de ser e estar no mundo. Um lugar onde seus ajustamentos são acolhidos, não julgados – e onde novas possibilidades podem emergir.
Atendo adultos online, no Brasil e no exterior, com escuta acolhedora e respeito à sua história. Se você sente que esse olhar faz sentido para o seu momento, estou aqui para caminhar com você.
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Granzotto, R. L., & Granzotto, M. J. M. (2004). Self e temporalidade. IGT Na Rede
Cardella, B. H. P. (2014). Ajustamento criativo e hierarquia de valores ou necessidades. In: Frazão, L. M.; Fukumitsu, K. O. (orgs.). Gestalt-terapia: conceitos fundamentais
Spindola, J., Maes, K., & Tessaro, L. G. S. (2021). As aproximações teórico-práticas entre a gestalt-terapia e a comunicação não-violenta. Pepsic
El ajuste creativo. Gestaltnet